Foram mais de quarenta apresentações, mais de quatro mil jovens, senhoras e senhores, que abriram em um momento uma parte da suas vidas para ouvir, ver e se sentirem representados com o nosso Gesto, Cascudo, que se tornou tão misto, que se tornou tão deles também.
Isso só fez acender ainda mais o fogo da juventude que nos acompanha para re-descobrirmos e re-conhecermos um Luís da Câmara Cascudo e seu Gesto, que se tornou nosso, nos mostrando possibilidades, liberdade, vida na vida de um Homem múltiplo em seus gestos e sua expressão de arte!
Na terra de Santa Luzia e de muito fogo. Fomos recebidos por gente que faz acontecer e ajuda a esquentar ainda mais o cenário de Mossoró. Mais de trezentos jovens, senhores e senhoras, se deixaram encontrar e encantar com o Gesto, que vai do doidinho ao velho e questionam o porquê de Câmara Cascudo? Porque não Shakespeare? Por que para mim, a maior surpresa foi descobrir o poeta Câmara Cascudo, o Cascudo da cidade dele coerente com o que sentia, que soube falar a quem quis ouvir de suas dores, de suas alegrias e solidão. Usando o que vivia para engrandecer sua expressão e a sua comunicação artística: a literatura. O Câmara Cascudo do “tempo e eu”, da “mesa de mármore”, das “noites de cabaré”, da observação humana que o levou a uma sensibilidade tamanha que para além de seus escritos, fez reverberar em sua vida.
Em Caicó – cidade de fé e de alegria, dos filhos de Santana como assim já nos recebem na entrada de sua Cidade, encontramos gente feliz com a possibilidade da descoberta de Luís da Câmara Cascudo, no mês do folclore (CITAR A MATÉRIA DO BLOG DO JORNALISTA), mais de trezenas pessoas, comprando a idéia do sentimento teatral, silenciando – algo difícil em meio às nossas apresentações, com olhos atentos ao que viria depois!
E no final o sentimento de dever cumprido, de alegrias renovadas, na certeza de que conseguimos, com muito esforço, chegar ao final de uma etapa grande, renovados e com a mesma fé que encontramos nessa Cidade, para seguirmos adiante, confiantes no futuro!
Muito obrigado Luís da Câmara Cascudo, obrigado Gesto, Cascudo, por me fazer entender que há descobertas e há possibilidades sempre em nossa vida, pela liberdade das descobertas – porque quando há liberdade eu fico feliz!
(Thiago Medeiros, natal 16 de agosto de 2010.)





